terça-feira, 31 de maio de 2011
Culto do dia 31/05/2011 - Pr Oto
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Cristo
É inútil a todos o arrazoar, como o dos filósofos, acerca do labor do mundo. Só quem foi primeiramente humilhado pela pregação do evangelho aprendeu a submeter toda sua sabedoria intelectual (conforme expressa Paulo) à loucura da cruz. Nada acharemos, afirmo eu, na terra ou no céu, capaz de nos elevar até Deus, enquanto Cristo não nos instruir na sua própria escola. Mas isso não pode ser feito a menos que nós, havendo emergido dos abismos mais profundos, sejamos levados para cima, para além de todos os céus, na carruagem da sua cruz, a fim de podermos apreender pela fé as maravilhas que o olho jamais viu, que o ouvido nunca ouviu e que ultrapassam em muito nossos coração e mente. Lá, o reino invisível de Cristo preenche todas as coisas e a difusão da sua graça espiritual tudo permeia. Todavia isso não nos impede de aplicar nossos sentidos à consideração do céu e da terra, para que assim possamos buscar confirmação no verdadeiro conhecimento de Deus. Pois Cristo é a imagem na qual Deus apresenta à nossa vista não apenas o seu coração, mas também suas mãos e pés. Dou o nome de seu coração àquele amor secreto com o qual nos abraça em Cristo, pelas suas mãos e pés eu entendo essas suas obras manifestadas aos nossos olhos.
João Calvino
Texto retirado do site: http://blog.monergismo.com/
João Calvino
Texto retirado do site: http://blog.monergismo.com/
domingo, 29 de maio de 2011
Culto do dia 29/05/2011 - Pr Mário
sábado, 28 de maio de 2011
Culto do dia 27/05/2011 - Pr Lucinaldo Ribeiro
Os irmão da Igreja Assembléia de Deus do Guará nos apoiaram nete culto
Ministro da palavra: Lucinaldo Ribeiro
Tel (61) :9121-7420; 9321-0929
Ministros de Louvor: Ricardo e Rogério
Album: O Criador
Tel (61) : 8592-8990, 8229-8094
CD O CRIADOR
Um novo Dia - Faixa 2 do CD
Cristo Renova - Faixa 5 do CD
Jesus Tem o Melhor - Faixa 8 do CD
FOTOS:
Ministro da palavra: Lucinaldo Ribeiro
Tel (61) :9121-7420; 9321-0929
Ministros de Louvor: Ricardo e Rogério
Album: O Criador
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CD O CRIADOR
Um novo Dia - Faixa 2 do CD
Cristo Renova - Faixa 5 do CD
Jesus Tem o Melhor - Faixa 8 do CD
FOTOS:
| Dia 27/05/2011 CULTO na IComaV |
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Religiosos pressionam e Dilma suspende "kit anti-homofobia" para escolas
Brasília, 25 mai (EFE).- A presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira a suspensão da elaboração do "kit anti-homofobia", um material sobre a homossexualidade e o combate à homofobia que seria distribuído em escolas públicas e havia gerado protestos de grupos religiosos.
A polêmica sobre esse material cresceu nos últimos dias, sobretudo depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo é equivalente à união heterossexual perante a lei. Grupos católicos e evangélicos criticaram a decisão judicial e alertaram sobre projetos que, segundo afirmaram, pretendiam "induzir" os adolescentes que estudam em escolas públicas à homossexualidade.
Na quinta-feira passada o ministro da Educação, Fernando Haddad teve reunião com parlamentares da bancada evangélica e disse que a pasta não fará mudanças no material que compõe os kits de combate a homofobia.
Porém, nessa quarta-feira o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que o governo entendeu que "seria prudente não editar esse material". Carvalho explicou que Dilma tomou sua decisão após conversar sobre o assunto com parlamentares de diversas religiões que criticaram o projeto.
O material estava sendo elaborado por empresas contratadas pelo Ministério da Educação (MEC) e seria distribuído ao final de cursos sobre direitos humanos e minorias que devem ser ministrados para alunos do Ensino Médio de escolas públicas.
Segundo o MEC havia antecipado, o material que estava em preparação incluía vídeos que mostravam como o amor surgia entre dois meninos ou entre duas meninas, além de depoimentos de travestis e transexuais sobre suas vidas e relações amorosas.
Carvalho disse que, após conversar nesta quarta-feira com os parlamentares que se opõem ao projeto, Dilma decidiu ainda que "daqui para frente todo material que versar sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade".
A polêmica sobre esse material cresceu nos últimos dias, sobretudo depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo é equivalente à união heterossexual perante a lei. Grupos católicos e evangélicos criticaram a decisão judicial e alertaram sobre projetos que, segundo afirmaram, pretendiam "induzir" os adolescentes que estudam em escolas públicas à homossexualidade.
Na quinta-feira passada o ministro da Educação, Fernando Haddad teve reunião com parlamentares da bancada evangélica e disse que a pasta não fará mudanças no material que compõe os kits de combate a homofobia.
Porém, nessa quarta-feira o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que o governo entendeu que "seria prudente não editar esse material". Carvalho explicou que Dilma tomou sua decisão após conversar sobre o assunto com parlamentares de diversas religiões que criticaram o projeto.
O material estava sendo elaborado por empresas contratadas pelo Ministério da Educação (MEC) e seria distribuído ao final de cursos sobre direitos humanos e minorias que devem ser ministrados para alunos do Ensino Médio de escolas públicas.
Segundo o MEC havia antecipado, o material que estava em preparação incluía vídeos que mostravam como o amor surgia entre dois meninos ou entre duas meninas, além de depoimentos de travestis e transexuais sobre suas vidas e relações amorosas.
Carvalho disse que, após conversar nesta quarta-feira com os parlamentares que se opõem ao projeto, Dilma decidiu ainda que "daqui para frente todo material que versar sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade".
II Conferência sobre MISSÕES
ASSUNTO URGENTE
27, 28 e 29 de Maio de 2011 na Igreja Betel do Lago NORTE - 19:30
SHN CA 9 LOTE 9
Pr David Botelho
27, 28 e 29 de Maio de 2011 na Igreja Betel do Lago NORTE - 19:30
SHN CA 9 LOTE 9
Pr David Botelho
Informações: 3468-1127 ou 8223-4512
segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Aniversário da ICOMAV - 21/05/2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Aniversário da ICOMAV - 20/05/2011 - Pr Márcia
Parte 1
Parte 2
Parte 2
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Oração Fervente. (Hebreus 13:20,21)
Esta oração é um notável epítome de toda a epístola - uma epístola que todo ministro do Evangelho deveria devotar atenção especial. Não há nada que nossa época necessite mais do que sermões expositivos sobre as epístolas aos Romanos e aos Hebreus: a primeira supre o melhor material para repelir o legalismo, o antinomismo e o arminianismo, escolas que estão em voga agora; a segunda refuta os erros cardinais de Roma e expõe as pretensões sacerdotais de seus ministros. Hebreus provê o antídoto divino para o pomposo espírito de ritualismo que atualmente invade de maneira fatal inúmeros setores do protestantismo decadente. O tema central desde bendito e importante tratado é o sacerdócio de Cristo, o qual incorpora a substância do que foi pré-figurado tanto por Melquisedeque como por Aarão. No livro de Hebreus é demonstrado que Seu sacrifício perfeito, oferecido de uma vez por todas, destronou as instituições levíticas e acabou com todo o sistema judaico. Aquela oblação todo suficiente do Senhor Jesus fez expiação completa pelos pecados de Seu povo, satisfazendo todos os requerimentos legais que a lei de Deus tinha sobre eles, fazendo desnecessário qualquer esforço da parte deles para aplacar a Deus. "Pois com uma só oferta aperfeiçoou para sempre os que são santificados" (Hebreus 10:14). Em outras palavras, Cristo, de forma infalível e irrevogável, separou os crentes para o serviço de Deus, e isto pela excelência de Sua obra consumada.
A Ressurreição Declara a Aceitação de Deus da Obra de Cristo
A aceitação de Deus do sacrifício expiatório de Cristo foi demonstrada por ter Ele levantado Cristo dos mortos e sentado-O à destra da Majestade nas alturas. O que caracterizava o judaísmo era o pecado, a morte e o distanciamento de Deus - o derramamento perpétuo de sangue dos animais e pessoas excluídas da presença Divina. Porém, o que caracteriza o cristianismo é um Salvador ressuscitado e entronizado, o qual removeu os pecado de Seu povo de diante da face de Deus, e lhes assegurou o direito de acesso a Ele. "Tendo pois, irmãos, ousadia [liberdade] para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé", (Hebreus 10:19-22a, colchetes meus). Desta maneira, somos encorajados a nos aproximarmos de Deus com plena confiança nos méritos infinitos do sangue e da justiça de Cristo, dependendo unicamente deles. Em sua oração, o apóstolo solicita que tudo o que ele expôs diante deles na parte doutrinal da epístola possa ser eficazmente aplicado em seus corações. Numa breve mas compreensiva sentença, Paulo ora para que possa haver crescimento nas vidas dos hebreus redimidos, em toda graça e virtude, para o qual ele os exortou nos capítulos anteriores. Consideraremos o objetivo, o fundamento, a petição e a doxologia desta bendita invocação.
Os Títulos Divinos Invocados Discriminadamente
Os Títulos Divinos Invocados Discriminadamente
A oração é dirigida ao "Deus de paz". Como sugeri em alguns dos capítulos de meu livro chamado "Gleanings from Paul", os vários títulos pelos quais os apóstolos se dirigiam à Divindade não eram usados a esmo, mas eram escolhidos com discernimento espiritual. Eles não eram tão pobres em palavras para suplicar a Deus usando sempre o mesmo nome, nem eram descuidados a ponto de se dirigirem a Ele usando o primeiro nome que viesse à mente. Pelo contrário, ao se aproximarem dEle, eles escolhiam cuidadosamente aquele atributo da natureza divina ou aquela relação particular de Deus com o Seu povo, que fosse mais apropriado para a bênção específica que buscavam. O mesmo princípio de discernimento aparece nas orações do Antigo Testamento. Quando os santos homens do passado buscavam força, eles olhavam para o Poderoso. Quando eles desejavam perdão, apelavam à "multidão de suas ternas misericórdias". Quando clamavam por libertação das mãos dos seus inimigos, eles apelavam à fidelidade do Seu pacto.
O Deus de Paz
Eu discorri acerca do título "o Deus de paz" no capítulo 4 de " Gleanings from Paul" (páginas 41-46), mas agora desejo explicá-lo um pouco mais com algumas linhas de pensamento.
Em primeiro lugar, é um título distintivamente paulino, visto que nenhum outro escritor do Novo Testamento usa tal expressão. Seu uso aqui é um das muitas provas de que Paulo foi o autor desta epístola. A expressão aparece seis vezes em seus escritos: Romanos 15:33 e 16:20; 2 Coríntios 13:11; Filipenses 4:9; 1 Tessalonicenses 5:23; e aqui em Hebreus 13:20; "o Senhor de paz" aparece somente em 2 Tessalonicenses 3:16. Portanto, é evidente que Paulo se deleitava de maneira especial ao contemplar a Deus neste caráter particular. E com razão, porque é um título extremamente bendito e abrangente; e, por esse motivo também, fiz o meu melhor, conforme a medida de luz me concedida, para expor o seu significado. Um pouco mais adiante vou sugerir o porque Paulo, e não outros dos apóstolos, cunhou esta expressão.
Em segundo lugar, é um título forense, que vê a Deus em Seu caráter oficial de Juiz. Ele nos diz que Ele está agora reconciliado com os crentes. Significa que a inimizade e o conflito que anteriormente existiam entre Deus e os pecadores eleitos chegou ao fim. A hostilidade anterior tinha sido produzida pela apostasia do homem de Seu Criador e Senhor. A entrada do pecado neste mundo rompeu a harmonia entre céu e terra, anulou a comunhão entre Deus e homem, e semeou discórdia e conflito. O pecado despertou o justo desagrado de Deus e motivou Sua ação judicial. Isto produziu uma alienação mútua; porque um Deus santo não pode estar em paz com o pecado, estando "irado com o ímpio todos os dias" (Salmos 7:11). Mas a divina sabedoria preparou um caminho mediante o qual os rebeldes poderiam ser restaurados ao favor de Deus se a menor diminuição de Sua honra. Através da obediência e dos sofrimentos de Cristo, uma reparação completa foi feita à Lei, e a paz foi restabelecida entre Deus e os pecadores. Pelas operações graciosas do Espírito de Deus, a inimizade que estava nos corações do Seu povo é sobrepujada, e eles são trazidos à uma sujeição leal a Ele. Através disso a discórdia foi removida e a amizade estabelecida.
Em terceiro lugar, é um título restritivo. Deus é "o Deus de paz" somente para aqueles que estão unidos salvificamente a Cristo, pois nenhuma condenação há agora para aqueles que estão nEle (Romanos 8:1). Porém o caso é totalmente diferente com aqueles que recusam inclinarem-se diante do cetro do Senhor Jesus e buscar proteção debaixo de Seu sangue expiatório. "Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3:36). Notemos que não se trata de que o pecador vai cair debaixo da ira de Deus que a Lei Divina menciona, mas que ele já está debaixo dela: "Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens" (Romanos 1:18, itálico meu). Além do mais, em virtude de sua relação federal com Adão, todos seus descendentes são "por natureza filhos da ira" (Efésios 2:3), entrando neste mundo como objeto do desagrado judicial de Deus. Longe de ser "o Deus de paz" para aqueles que não estão em Cristo, "O SENHOR é varão de guerra" (Êxodo 15:3). "Ele é temido pelos reis da terra" (Salmos 76:12).
"O Deus de Paz", um Título Evangélico
Em quarto lugar, este título, "o Deus de paz", é, portanto, evangélico. As boas novas que Seus servos são comissionados a pregar para toda criatura são designadas como "o evangelho da paz" (Romanos 10:15). É muito apropriado assim nomeá-lo, porque ele apresenta a gloriosa Pessoa do Príncipe da paz e Sua obra todo suficiente pela qual Ele "fez a paz através do sangue da Sua cruz" (Colossenses 1:20). A tarefa do evangelista é explicar como Cristo adquiriu isto, a saber, entrando no terrível abismo que o pecado tinha feito entre Deus e os homens, e por ter transferidos para Si mesmo todas as iniqüidades de todos os que creriam nEle, sofrendo a completa penalidade devida por aqueles pecados. Quando Aquele que estava livre de todo pecado foi feito pecado por Seu povo, Ele se encontrou sob a maldição da Lei e da ira de Deus. É de acordo com Seu próprio propósito eterno de graça (Apocalipse 13:8), que Deus o Pai declara: "Ó espada, ergue-te contra o meu pastor, e contra o varão que é o meu companheiro" (Zacarias 13:7). A justiça tendo sido satisfeita, Deus é agora pacificado; e todos os que são justificados pela fé têm "paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5:1).
Em quinto lugar, ele é, portanto, um título pactual, pois toda a transação entre Deus e Cristo foi de acordo com a estipulação eterna. "E haverá entre os dois o conselho de paz" (Zacarias 6:13). Tinha sido eternamente concordado que o bom Pastor deveria fazer completa satisfação pelos pecados de Seu rebanho, reconciliando a Deus com eles, e a eles com Deus. Esse pacto entre Deus e o Fiador de Seus eleitos é expressamente denominado um "pacto de paz", e a inviolabilidade do mesmo aparece nesta bendita declaração: "Pois as montanhas se retirarão, e os outeiros serão removidos; porém a minha benignidade não se apartará de ti, nem será removido ao pacto da minha paz, diz o Senhor, que se compadece de ti" (Isaías 54:10). O derramamento do sangue de Cristo foi o selo ou ratificação desse pacto, tal como de deduz de Hebreus 13:20. Em conseqüência disso, a face do Juiz Supremo é coberta de sorrisos de benignidade ao contemplar o Seu povo em Seu Ungido.
Em sexto lugar, este título "o Deus de paz" é também um título dispensacional, e como tal, tem um significado especial para quem o usava com freqüência. Embora judeu por nascimento, e hebreu de hebreus por treinamento, Paulo foi chamado por Deus para "pregar entre os gentios as insondáveis riquezas de Cristo" (Efésios 3:8). Este fato pode indicar a razão porque este nome, "o Deus de paz", é peculiar a Paulo; porque, embora os outros apóstolos tenham ministrado e escrito principalmente aos da circuncisão, Paulo foi preeminentemente o apóstolo da incircuncisão. Portanto ele, mais do que nenhum outro, renderia adoração a Deus pelo fato de que essa paz fosse pregada tanto aos que estavam longe como aos que estavam perto (Efésios 2:13-17). Uma revelação especial foi lhe dada com respeito a Cristo: "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos [crentes judeus e gentios] fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio [a lei cerimonial, que sob o judaísmo, os dividia]...para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz [entre eles], e pela cruz reconciliar ambos com Deus..." (Efésios 2:14-16, colchetes meus). Assim, em virtude de ter recebido esta revelação especial, o apóstolo aos gentios era particularmente idôneo para se dirigir a Deus por este título, quando fazendo súplicas pelos hebreus, assim como foi quando o empregou na oração aos gentios.
Por último, este é um título relativo. Com isto quero dizer que está estritamente relacionado com a experiência cristã. Os santos não são somente os sujeitos dessa paz judicial que Cristo fez com Deus em favor deles, mas eles também são os participantes da graça divina experimentalmente. A medida da paz de Deus que eles desfrutam é determinada pela extensão em que eles são obedientes a Deus, porque a piedade e a paz são inseparáveis. A íntima conexão que existe entre a paz de Deus e a santificação dos crentes é demonstrada tanto em 1 Tessalonicenses 5:23, como aqui em Hebreus 13:20,21. Pois em cada passagem se pede a promoção da santidade prática, e em cada uma o "Deus de paz" é invocado. Quando a santidade reinava sobre o universo inteiro, a paz prevalecia também. Não houve guerra no céu até que um dos anjos principais se tornou um diabo, e fomentou uma rebelião contra o Deus três vezes santo. Assim como o pecado traz conflito e miséria, assim a santidade produz paz de consciência. A santidade é agradável a Deus, e quando Ele está satisfeito tudo é paz. Quando mais esta oração for ponderada, tanto em detalhe como de forma global, mais se notará quão apropriado é este título a Deus.
Nosso Fundamento: A Ressurreição de Cristo por Deus
"Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do pacto eterno tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas" (Hebreus 13:20). Considero esta referência à libertação de Cristo da tumba, como o fundamento sobre o qual o apóstolo baseia a petição que segue. Visto que considero este um dos versos mais importantes do Novo Testamento, darei minha melhor atenção a cada palavra nele, quanto mais que a maior parte de seu maravilhoso conteúdo quase não é compreendido hoje. Devemos observar, em primeiro lugar, o caráter no qual o Salvador é visto aqui; em segundo lugar, o ato de Deus levantá-Lo dos mortos; em terceiro lugar, a conexão entre essa obra e seu ofício como "o Deus de paz"; em quarto lugar, como é que a causa meritória do mesmo foi "o sangue do pacto eterno"; e em quinto lugar, a poderosa motivação que os méritos da obra de Cristo produzem, a saber, encorajamento para os santos se aproximarem ousadamente ao trono da graça onde podem obter misericórdia e achar graça para socorro no tempo da necessidade. Que o Espírito Santo Se digne em ser nosso Guia ao ponderarmos, em oração, esta porção da Verdade.
O Grande Pastor das Ovelhas
Este título de Cristo foi muito pertinente e apropriado na epístola aos judeus convertidos, pois o Antigo Testamento havia lhes ensinado a buscar o Messias nesta função específica. Moisés e Davi, tipos eminentes dEle, foram pastores. Com respeito ao primeiro é dito: "Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Aarão" (Salmos 77:20). Usando o nome do segundo, Deus prometeu o Messias a Israel: "E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo [o antítipo] Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor" (Ezequias 34:23, colchetes meus). É óbvio que Paulo se referia aqui a esta profecia particular, pois mais abaixo é dito: "Farei com elas um pacto de paz" (Ezequiel 34:25). Aqui em Hebreus 13:20, as mesmas três coisas são trazidas juntas: o Deus de paz, o grande Pastor e o pacto eterno; e de uma maneira (em perfeita harmonia com o tema da epístola) que refuta o conceito errôneo que os judeus formaram de seu Messias. Eles imaginavam que Ele asseguraria uma libertação exterior como a que Moisés conseguiu e que traria um próspero estado nacional, como o estabelecido por Davi. Não imaginavam que o Cristo derramaria Seu precioso sangue e que seria levado à sepultura, embora eles deveriam ter sabido e entendido à luz da revelação profética.
Quando Cristo apareceu no meio deles, Ele definitivamente Se apresentou aos judeus neste caráter. Ele não somente declarou: "Eu sou o bom pastor", mas adicionou isto: "o bom pastor dá a vida pelas Suas ovelhas" (João 10:11). João o Batista, o precursor de Cristo, anunciou Sua manifestação pública desta maneira: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Neste duplo caráter, ou sob esta dupla revelação, o Senhor Jesus tinha sido profetizado em Isaías 53 (com Ezequiel 34 como pano de fundo): "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele [isto é, o Pastor, de quem as ovelhas são] a iniqüidade de todos nós" (Isaías 53:6, colchetes meus; cf. Zacarias 13:7). Note a maravilhosa concordância que se dá entre o seguinte versículo da profecia de Isaías (53:7) e a oração que estamos estudando. Isaías profetizou: "Como um cordeiro que é trazido ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca" (itálico meu). Note como o mesmo Espírito que inspirou Isaías, impulsionou Paulo a dizer em Hebreus 13:0 que Deus - não "ressuscitou", mas - "tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas" (itálico meu). O fato de que Deus trouxe de volta da morte este grande Pastor, significa que previamente o Pai O havia levado à morte como um Substituto, como Cordeiro propiciatório, pelos pecados de Sua ovelha. Quão minuciosamente adequada é a linguagem da Sagrada Escritura e quão perfeita é a harmonia - harmonia verbal - do Antigo e Novo Testamento!
Pedro, em sua primeira Epístola, sob a orientação do Espírito, utilizou a mesma profecia maravilhosa com respeito ao Senhor Jesus. Depois de se referir a Ele como o "cordeiro sem defeito e sem mancha", por quem fomos redimidos (1 Pedro 1:18,19), ele passa a citar algumas das expressões preditivas de Isaías 53: como a que fala de nós "como ovelhas desgarradas"; que se refere à virtude salvadora da paixão expiatória de Cristo - "por suas feridas fostes sarados"; e do ensino geral da profecia, que fala que ao levar nossos pecados em Seu próprio corpo sobre o madeiro, Cristo estava cumprindo transações celestiais com o justo Juiz como "o Pastor e Bispo de vossas [nossas] almas" (1 Pedro 2:24,25, colchetes meus). Assim, ele foi guiado a fazer uma exposição de Isaías, retratando ao Salvador como Cordeiro na morte e como Pastor na ressurreição. A inescusabilidade da ignorância dos judeus de Cristo neste ofício particular é evidenciada quando se considerar que foi através de outro de seus profetas que foi anunciado que Deus diria: "Ó espada, ergue-te contra o meu pastor, e contra o homem que é o meu companheiro, diz o SENHOR dos Exércitos: fere o Pastor..." (Zacarias 13:7). Ali Deus é visto em Seu caráter judicial, como estando irado com o Pastor por causa de nós: visto que Ele carregou os nossos pecados, a justiça tinha que ser satisfeita nEle. Assim, "o castigo de nossa paz" foi imposto sobre Ele, e o bom Pastor deu Sua vida pelas ovelhas como uma satisfação pelas justas reivindicações de Deus.
Pedro, em sua primeira Epístola, sob a orientação do Espírito, utilizou a mesma profecia maravilhosa com respeito ao Senhor Jesus. Depois de se referir a Ele como o "cordeiro sem defeito e sem mancha", por quem fomos redimidos (1 Pedro 1:18,19), ele passa a citar algumas das expressões preditivas de Isaías 53: como a que fala de nós "como ovelhas desgarradas"; que se refere à virtude salvadora da paixão expiatória de Cristo - "por suas feridas fostes sarados"; e do ensino geral da profecia, que fala que ao levar nossos pecados em Seu próprio corpo sobre o madeiro, Cristo estava cumprindo transações celestiais com o justo Juiz como "o Pastor e Bispo de vossas [nossas] almas" (1 Pedro 2:24,25, colchetes meus). Assim, ele foi guiado a fazer uma exposição de Isaías, retratando ao Salvador como Cordeiro na morte e como Pastor na ressurreição. A inescusabilidade da ignorância dos judeus de Cristo neste ofício particular é evidenciada quando se considerar que foi através de outro de seus profetas que foi anunciado que Deus diria: "Ó espada, ergue-te contra o meu pastor, e contra o homem que é o meu companheiro, diz o SENHOR dos Exércitos: fere o Pastor..." (Zacarias 13:7). Ali Deus é visto em Seu caráter judicial, como estando irado com o Pastor por causa de nós: visto que Ele carregou os nossos pecados, a justiça tinha que ser satisfeita nEle. Assim, "o castigo de nossa paz" foi imposto sobre Ele, e o bom Pastor deu Sua vida pelas ovelhas como uma satisfação pelas justas reivindicações de Deus.
O Grande Pastor
Do que foi dito acima, podemos perceber melhor porque o Apóstolo Paulo O designou como "o grande pastor": não somente foi anunciado por Abel, pelos pastores patriarcais; tipificado por Deus, mas também retratado como o Pastor de Jeová nas predições Messiânicas. Devemos notar que este título mostra as Suas duas naturezas, a divina e a humana, pois diz: "meu Pastor...o homem que é o meu companheiro, diz o SENHOR" (Zacarias 13:7). Como o profundo Goodwin assinalou há alguns séculos, este título também implica todos os ofícios de Cristo: Seu ofício profético - "Como pastor ele apascentará o seu rebanho" (Isaías 40:11; cf. Salmos 23:1,2); Seu ofício sacerdotal - "o bom pastor dá sua vida pelas ovelhas" (João 10:11); Seu ofício real - porque a mesma passagem que O anuncia como Pastor sobre o povo de Deus também O denomina um "príncipe" (Ezequiel 34:23,24). O próprio Cristo aponta a conexão entre Seu ofício real e a descrição que dEle se faz como Pastor: "Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos bodes" (Mateus 25:31,32). Ele certamente é o "grande Pastor", todo suficiente para o Seu rebanho.
Um Pastor Deve Ter Ovelha
"Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do pacto eterno tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas". Veja a relação entre Redentor e redimidos. Pastor e ovelhas são termos correlativos: ninguém pode ser chamado pastor se não tem ovelhas. A idéia de Cristo como Pastor necessariamente implica a existência de um rebanho escolhido. Cristo é o Pastor de ovelhas, não de lobos (Lucas 10:3), nem sequer de bodes (Mateus 25:32,33), porque Ele não recebeu nenhuma ordem de Deus para salvá-Los. Como a verdade básica da redenção particular nos é confrontada em inúmeras passagens através das Escrituras! "Cristo não entregou Sua vida por todo o rebanho da humanidade, mas pelo aprisco dos eleitos que o Pai Lhe deu, como Ele declarou em João 10:14-16,26" (John Owen).
Observe, também, como este título nos sugere Seu ofício Mediatório: como o Pastor Ele não é o Senhor final do aprisco, mas o Servo do Pai, que Se responsabiliza por ele e cuida dele: "eram teus, e Tu mos deste" (João 17:6). A relação de Cristo conosco é vista mais adiante na frase "nosso [não o] Senhor Jesus" (Hebreus 13:20). Ele é, portanto, nosso Pastor: nosso em Seu ofício pastoral, que Ele ainda está desempenhando; nosso, como aquele que foi trazido dentre os mortos, porque nós ressuscitamos nEle (Colossenses 3:1).
A Superioridade de Cristo, o Grande Pastor
As palavras "o grande pastor das ovelhas" enfatizam a superioridade imensurável de Cristo sobre todos os pastores ministeriais de Israel, que eram só um tipo do que havia de vir, assim como as palavras "o grande sumo sacerdote" (Hebreus 4:4) destacam Sua eminência sobre Aarão e os sacerdotes levitas. De uma maneira semelhante, denota Sua autoridade sobre os pastores que Ele estabelece sobre Suas igrejas, porque Ele é "o Sumo Pastor" (1 Pedro 5:4) em relação a todos os pastores subordinados. Ele é o Pastor das almas; e uma delas vale mais do que todo o mundo, cujo valor Ele colocou sobre elas ao redimi-las com o Seu próprio sangue. Este adjetivo também assinala a excelência de Seu aprisco: Ele é o grande Pastor sobre um rebanho inteiro, indivisível, composto tanto de judeus como de gentios. Assim Ele declarou: "Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco [judeu]; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor" (João 10:16, colchetes e itálicos meus). Este "um rebanho", um simples rebanho, compreende todos os santos, tanto do Antigo como do Novo Testamento (veja também como o apóstolo Paulo destaca esta unidade do povo de Deus utilizando a metáfora da oliveira em Romanos 11). A frase "o grande Pastor" também se refere às suas habilidades: Ele tem um conhecimento particular de toda e cada uma de Suas ovelhas (João 10:3); Ele tem a destreza de reuni-las, alimentá-las e curá-las (Ezequiel 34:11-16); e Ele tem o poder de preservá-las eficazmente. "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão" (João 10:28). Então, quão grandemente devemos confiar nEle, amá-Lo, honrá-Lo, adorá-Lo e obedecê-Lo!
Arthur W. Pink
Extraído do site: http://www.monergismo.com/
terça-feira, 17 de maio de 2011
Culto do 17/05/2011 - Pr Gilson
domingo, 15 de maio de 2011
Culto ICOMAV dia 15/05/2011 - Pr Carlos
sábado, 14 de maio de 2011
Salmo 32.1-2
"BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano." (Sl. 32.1-2)
Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada. Esta exclamação brota do fervente amor existente no coração do salmista, bem como de uma séria consideração.
A quase totalidade do mundo, afastando seus pensamentos do julgamento de DEUS, trouxe sobre si um descuido fatal e se intoxicou com prazeres ilusórios. Davi porém, como se tivesse sido assaltado pelo temor da ira de DEUS, de forma tal, que precisasse ser conduzido à misericórdia de DEUS, estimula outros a mesma prática, declarando, claramente e em alta voz, que aqueles que estão reconciliados com DEUS, são abençoados de maneira que, apesar de merecerem ser tratados como Seus inimigos, são considerados Seus filhos.
Alguns estão tão cegos pelo orgulho e hipocrisia, e outros por um desprezo tal por DEUS, que não estão nem um pouco preocupados em buscar perdão, mas todos reconhecem que precisam dele, até porque não existe um só homem cuja consciência não o acuse em relação ao julgamento de DEUS e o atormente com muitas censuras. Por conseguinte, a confissão de que todos necessitam de perdão, porque não há homem perfeito e somente quando DEUS nos perdoa é que estamos bem, é extorquida da natureza humana, mesmo daqueles homens maus. Mas, a hipocrisia fecha os olhos de multidões, enquanto outros estão tão iludidos por uma perversa segurança carnal, que também não são alcançados pelo sentimento da ira divina, ou tem somente uma apática sensação dela.
Disto procede um duplo erro: primeiro, que tais homens, se transformassem seus pecados em luz, não refletiriam nem a centésima parte do perigo que correm em relação a indignação de DEUS; segundo, inventam expiações frívolas objetivando libertá-los da culpa e barganhar o favor de DEUS.
Assim, em todas as épocas, esta tem sido a idéia predominante, que, apesar de todos os homens estarem infectados pelo pecado, estão, ao mesmo tempo, adornados com méritos que são calculados com o fim de obter o favor de DEUS, e que, apesar de O provocarem com seus crimes, eles tem expiações e argumentos preparados para obter sua absolvição.
Esta ilusão de Satanás é igualmente comum entre os papistas, turcos, judeus e outras nações.
Todo homem, portanto, admite a verdade da declaração de que os homens estão em um estado miserável a menos que DEUS trate misericordiosamente com eles, não lhes imputando os seus pecados. Mas Davi vai mais longe, declarando que toda a vida do homem está sujeita a ira e maldição de DEUS, exceto quando Ele concede da Sua livre graça para recebê-los no Seu favor. Sobre isso o Espírito, que falou por Davi, é um intérprete incontestável e testemunha para nós através da boca de Paulo, "Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos." (RM 4:6-7).
Se Paulo não tivesse usado esse testemunho, seus leitores nunca teriam penetrado no real significado daquilo que foi dito pelo profeta, pois constatamos que os papistas, apesar de cantarem em seus templos: "Abençoados são aqueles cujas iniqüidades são perdoadas", etc, passam sobre isso como se fosse um ditado comum, de pouca importância. Mas com Paulo, esta é a definição completa da justiça da fé; como se o profeta tivesse dito que os homens somente são bem-aventurados quando são reconciliados com DEUS e contados como justos por Ele.
A bem-aventurança que Davi celebra, destroi a justiça das obras. A invenção de uma justiça parcial com a qual os papistas e outros se iludem, é mera tolice e mesmo entre aqueles que são destituídos da luz da doutrina celeste, ninguém será tão louco de imputar, a si mesmo, uma justiça perfeita, como parece ser o caso nas expiações, lavagens e outros meios de apaziguar DEUS, o que sempre esteve em voga entre as nações. Mas, apesar disto, não hesitam em impor suas virtudes sobre DEUS, como se, por elas, eles adquiririam, por si próprios, uma grande parte da sua bem-aventurança.
Davi, entretanto, prescreve uma diferente ordem na busca da felicidade, tudo deve começar com o princípio de que DEUS não pode se reconciliar com aqueles que são dignos da destruição eterna, por qualquer outro meio que não seja perdoando-os graciosamente e concedendo-lhes Seu favor. E ele declara, de forma devida, que se a misericórdia é restringida, todo homem deve ser totalmente desprezível e condenável, pois se todos os homens são naturalmente inclinados somente para o mal, até que sejam regenerados, toda sua vida prévia, é óbvio, deve ser repulsiva e repugnante à vista de DEUS. Além disso, como mesmo depois da regeneração, nenhuma obra que o homem possa realizar pode agradar DEUS, a menos que Ele perdoe o pecado que se associa a ela, eles devem eliminar a esperança da salvação. Certamente nada irá permanecer para eles, a não ser razão para um terror maior.
Que as obras dos santos são indignas de recompensa porque elas são manchadas, parece um duro discurso aos papistas. Mas, nisto eles denunciam sua ignorância grosseira, estimando, de acordo com suas próprias concepções, o julgamento de DEUS, em cujos olhos o próprio brilho das estrelas nada mais é do que trevas.
Portanto, esta é uma doutrina estabelecida: que somos considerados justos diante de DEUS pela remissão gratuita de pecados. Este é o portão para a salvação eterna e, por conseguinte, só aqueles que confiam na misericórdia de DEUS, são bem-aventurados. Devemos ter em mente o contraste que já mencionei, entre crentes que, abraçando a remissão de pecados, confiam somente na graça de DEUS, e todos os outros que não se colocam no santuário da divina graça.
Além disso, quando Davi repete três vezes a mesma coisa, não o faz por vã repetição. De fato, é suficientemente evidente que bem-aventurados são aqueles cuja iniquidade é perdoada; mas a experiência nos ensina quão difícil é ser persuadido disto, de maneira a ter isto perfeitamente estabelecido em nossos corações.
A grande maioria, como já mostrei anteriormente, enredada por seus próprios raciocínios, afasta dela, o mais longe possível, o terror da consciência e todo o medo da ira divina. Eles tem, sem dúvida, um desejo de ser reconciliados com DEUS e, contudo, evitam a visão dEle, ao invés de buscar Sua graça sinceramente e com todo o seu coração. Aqueles, por outro lado, a quem DEUS verdadeiramente despertou de forma a ser afetado com o senso vívido de suas misérias, são tão constantemente agitados e inquietados, que é difícil restaurar paz as suas mentes. Eles experimentaram a misericórdia de DEUS e esforçam-se em lançar mão dela, e, contudo, são freqüentemente confundidos ou vacilam sob os múltiplos assaltos que vem sobre eles. As duas razões pela qual o salmista insiste tanto no assunto do perdão de pecados é que ele pode, por um lado, erguer aqueles que dormem, influenciar os descuidados e avivar os desanimados, e que pode, por outro lado, tranqüilizar mentes aflitas e apreensivas com uma confissão segura e firme. Para a primeira razão, a doutrina pode ser aplicada da seguinte maneira: "O que você quer dizer, ó homem infeliz?! que uma ou duas alfinetadas da consciência não o perturbam? Suponha que um certo conhecimento limitado dos seus pecados não é suficiente para prostrá-lo com terror; todavia, quão despropositado é continuar a dormir confiadamente, enquanto você está encoberto por um imenso peso de pecado?".
Para a Segunda razão, esta repetição fornece não um pequeno conforto e confirmação aos débeis e fracos. A medida que as dúvidas estão freqüentemente surgindo sobre eles, uma após outra, não é suficiente que sejam vitoriosos em um conflito somente. Este desespero, portanto, não os pode dominar; em meio aos vários pensamentos com os quais são inquietados, o Espírito Santo confirma e ratifica a remissão dos pecados com muitas declarações.
Agora é apropriado pesar a força particular da expressão empregada aqui. Certamente a remissão que estamos tratando não harmoniza-se com justificativa. DEUS, a medida que leva embora os pecados, os cobre e não os imputa, está perdoando-os graciosamente. Sobre isto os papistas, confiando em suas justificativas e obras privam-se desta bênção. Além disso, Davi aplica estas palavras ao perdão completo. A distinção, portanto, que os papistas fazem aqui entre a remissão da punição e da falta, pela qual eles inferem somente meio perdão, não é, definitivamente, o propósito.
É necessário considerar a quem esta alegria pertence, o que pode ser facilmente deduzido da circunstância de tempo. Quando Davi foi ensinado, que era bem-aventurado através da misericórdia de DEUS somente, ele não era estranho à igreja de DEUS; ao contrário, ele se destacava sobre muitos no que dizia respeito ao temor e culto a DEUS, na santidade de vida e tinha se exercitado nos deveres de piedade. E mesmo depois de ter feito estes avanços na religião, DEUS trabalhou com ele de tal maneira, que ele colocou o alfa e o ômega da sua salvação em sua gratuita reconciliação com DEUS. Nem foi sem razão que Zacarias, na sua canção, representa "o conhecimento da salvação" como consistindo em conhecer "a remissão de pecados"(Lc. 1:77). Quanto mais alguém se excede na santidade, mais ele sente que está muito longe da justiça perfeita e mais claramente percebe que não pode confiar em nada além da misericórdia de DEUS. Por isso, aqueles que pensam que o perdão dos pecados é necessário somente no início da justificação, estão enganados. Desde que os crentes estão envolvidos em muitas faltas todos os dias, de nada irá lhes adiantar o fato de já terem entrado no caminho da justiça, a menos que a mesma graça que os trouxe para ele, os acompanhe até o último passo da sua vida. Alguém faz objeção, que em outra parte das Escrituras são chamados de bem-aventurados aqueles "que temem ao Senhor", "que andam nos Seus caminhos", "que são justos em seus corações", etc? A resposta é fácil, a saber, assim como o perfeito temor ao Senhor, a perfeita observância da lei e a perfeita justiça de coração, não pode ser encontrada em ninguém, tudo que a Escritura diz sobre bem-aventurança, é fundamentada no favor gratuito de DEUS, pelo qual nos reconcilia com Ele. Em cujo espírito não há engano.
Nesta oração, o salmista distingue os crentes dos hipócritas e daqueles que desprezam a DEUS, nenhum dos quais se preocupa com essa felicidade, nem podem alcançar o seu gozo. Na verdade, os maus são conscientes de sua culpa, mas ainda assim, sentem prazer na sua maldade; endurecem-se na sua impudência e riem das advertências; ou se satisfazem com lisonjas enganosas, que os livra do constrangimento diante da presença de DEUS.
Embora se sintam infelizes pelo senso de sua miséria e incomodados com tormentos secretos, eles, ainda assim, com um esquecimento perverso, sufocam todo o temor de DEUS. Como hipócritas, se suas consciências, em qualquer tempo, os incomoda, eles aliviam sua dor com remédios ineficazes, de modo que se DEUS, em qualquer tempo, os convoca ao Seu tribunal, não sei que fantasmas eles apresentam para sua defesa. E sempre estão com cobertas capazes de manter fora de seus corações a luz. Estas duas classes de homens são impedidas de buscar a felicidade no amor paternal de DEUS, por causa da sua culpa interna. Não somente isso, mais muitos deles apressam-se, intencionalmente, para a presença de DEUS, ou superestimam-se com uma presunção orgulhosa, sonhando que são felizes, apesar de DEUS estar contra eles. Davi, portanto, quer dizer que ninguém pode provar o que é perdão de pecados até que seu coração seja, primeiramente, limpo do engano. O que ele quer dizer, então, com o termo engano, pode ser entendido do que eu disse anteriormente. Quem quer que não examine a si mesmo como se na presença de DEUS, mas, ao contrário, evitando Seu julgamento, se cobre em trevas, ou se cobre com folhas, lida enganosamente consigo e com DEUS. Não é de se estranhar, portanto, que aquele que não sente sua doença, recuse o remédio.
Os dois tipos de engano que mencionei devem ser particularmente considerados. Poucos podem ser tão endurecidos que não possam ser tocados com o temor de DEUS e com algum desejo de Sua graça, e, ainda assim, serem movidos friamente a buscar perdão. Por esta razão o que acontece é que eles não percebem quão inexprimível alegria é obter o favor de DEUS. Tal foi o caso de Davi, por um tempo, quando uma segurança traiçoeira o encobriu, obscurecendo sua mente e impedindo que se aplicasse zelosamente a perseguir sua felicidade. Freqüentemente os santos caem no mesmo problema. Se, portanto, quisermos experimentar a alegria que Davi propõe aqui para nós, devemos tomar o maior cuidado para que Satanás, enchendo nossos corações de engano, prive-nos de todo senso da nossa miséria.
João Calvino
Extraído do site: http://www.monergismo.com/
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Culto realizado no dia 10/05/2011 na ICOMAV
terça-feira, 10 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Não desista!
Retirado do site: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts051219.html
Pergunte a Qualquer Jovem Que Esteja se Afastando de Cristo
Por Que Esfriou com Ele
Há Duas Coisas Que Eu Quero Colocar em Sua Mente
Com Essa Mensagem
Pergunte a Qualquer Jovem Que Esteja se Afastando de Cristo
Por Que Esfriou com Ele
Se você perguntasse a um jovem ou à uma jovem, "Por que você voltou ao que era antes?", encontrará a mesma mentira demoníaca plantada no coração deles: "Eu fiz o possível. Orei, li a Bíblia. Fui à igreja, e testemunhei para os meus amigos na escola. Me esforcei ao máximo para viver de modo reto. Mas nunca recebi o milagre que eu precisava. As minhas orações não eram respondidas, e não era liberto. Depois de tudo isso, acabei derrotado. Eu não conseguia tirar da minha cabeça a coisa de que não adiantava, que a minha carne não iria mudar nunca. E que era perda de tempo. Eu sentia que tudo que fizera fora em vão".
E os pais e as mães retos, que tão diligentemente oraram pelos filhos que estavam esfriando? Deus lhes deu promessas e eles se agarraram à elas, clamando a Ele em fé. Mas o tempo passou e o filho nunca reagiu. E agora estes consagrados santos suportam a mesma terrível mentira: "Você falhou, trabalhou em vão. Perdeu tempo estes anos todos. Essa luta só serviu para te esgotar. Não adiantou nada".
Muitos que lêem esta mensagem estão desanimados porquê não experimentaram a promessa que Deus lhes fez. Eles não invejam as bênçãos que o Senhor dá aos outros. Eles não se comparam com alguém que pareça estar desfrutando de um milagre. Não, no momento estão olhando para as suas próprias vidas. E estão comparando o que crêem Deus lhes prometeu com o quê parece estar acontecendo nesse momento. Para eles, suas vidas parecem um fracasso absoluto.
Examinando o seu caminhar com toda a honestidade e sinceridade, eles parecem ver pouco progresso. Fizeram tudo que Deus lhes disse para fazer, sem jamais hesitar diante de Sua palavra e mandamentos. Mas o tempo passa, e eles vêem apenas o fracasso. E agora estão aniquilados, com o espírito ferido. Eles pensam, "Senhor, será que tudo foi em vão? Será que ouvi a voz errada? Será que fui enganado? Será que a minha missão terminou em ruínas?".
Há Duas Coisas Que Eu Quero Colocar em Sua Mente
Com Essa Mensagem
Primeiro de tudo, você agora sabe a partir de Isaías 49 que o Senhor conhece a sua batalha. Ele a lutou antes de você. E não é pecado ter pensamentos assim, ou ver-se deslocado com um sentimento de fracasso diante de experiências que lhe despedaçam. Jesus mesmo experimentou isso e era sem pecado.
Segundo, é muito perigoso permitir que essas mentiras do inferno infectem e incendeiem a sua alma. Jesus nos mostrou como sair desse desânimo com a seguinte declaração: "Debalde tenho trabalhado...todavia o meu direito está perante o Senhor, a minha recompensa, perante o meu Deus" (Isaías 49:4). Em hebraico a palavra direito aqui é "veredicto". Cristo está dizendo em verdade, "O veredicto final está com o meu Pai. Somente Ele julga tudo que fiz, e se fui eficiente ou não".
Através dessa passagem Deus está reforçando o seguinte para nós: "Pare de emitir veredictos em relaçao ao teu trabalho para Mim. Não é da sua conta julgar se foi eficiente ou não. Você ainda não sabe o tipo de influência que teve. Você simplesmente não tem a visão para conhecer as bênçãos que lhe estão chegando". Na verdade, não conheceremos muitas destas coisas enquanto não estivermos diante dEle na eternidade.
Em Isaías 49, Jesus ouve o Pai dizendo com todas as letras:
"Sim, Israel ainda não foi reunido. Sim, eu lhe chamei para reunir as tribos, e isso não aconteceu do jeito que o imaginavas. Mas esse chamado é uma coisa pequena comparado com o quê lhe deverá vir. Não se compara com o que tenho preparado. Eu agora vou lhe tornar em luz para o mundo todo. Israel será finalmente reunido; essa promessa será cumprida. Mas tu te tornarás uma luz não apenas para os judeus, mas para os gentios. Tu trarás salvação para o mundo inteiro".
"Israel não se deixou ajuntar; contudo aos olhos do Senhor serei glorificado, e o meu Deus será a minha força. Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os guardados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra" (Isaías 49:5-6).
Prezado santo, enquanto o Diabo está mentindo, dizendo que tudo que você fez foi em vão, que nunca verá cumpridas as suas expectativas, Deus em Sua glória está preparando uma bênção maior. Ele tem coisas melhores preparadas, acima de qualquer coisa que você possa imaginar ou pedir.
Não devemos mais ouvir as mentiras do inimigo. Pelo contrário, devemos descansar no Espírito Santo, crendo que Ele cumprirá a obra de tornar-nos mais como Cristo. E devemos nos erguer da desesperação e nos sustentar sobre essa palavra: "Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor" (I Coríntios 15:58).
Chegou a hora da abundância em seus trabalhos. O Senhor está lhe dizendo basicamente: "Esqueça e abandone essa 'idéia de fracasso'. Está na hora de voltar para a obra. Nada foi em vão! Há muita coisa chegando para ti - então pare com esse abatimento e alegre-se. EU não deixei você pra trás. Proverei abundâncias maiores do que você possa imaginar ou pedir!".
quinta-feira, 5 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Como Pregar Para Não Converter a Ninguém
Deixe que seu motivo predominante seja assegurar sua própria popularidade.
Preocupe-se mais em agradar do que converter aos seus ouvintes.
Procure assegurar sua reputação como sendo um pregador famoso e diferente dos outros (para que todos o idolatrem e não prestem atenção na mensagem).
Fale com um estilo florido, enfeitado e inteiramente fora do alcance da compreensão da maioria das pessoas.
Seja superficial nas suas considerações para que seus sermões não contenham verdades suficientes para converter alguém.
Deixe a impressão de que se Deus é tão bom com todos, não enviará ninguém para o inferno.
Pregue sobre o amor de Deus, mas não fale nada a respeito da santidade do seu amor.
Evite dar ênfase na doutrina da completa depravação moral do homem para não vir a ofender o moralista.
C. H. Spurgeon
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