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domingo, 17 de abril de 2011

Não se distancie do caminhar com Cristo!

David Wilkerson

Você Reconhece um Distanciamento em Seu Caminhar Cristão?
Talvez você admita, "Vejo um pouco de distanciamento em minha vida, uma tendência à sonolência. Sei que estou orando cada vez menos. O meu caminhar com Deus não é como deveria ser".

Quando pedi ao Espírito Santo para mostrar como me guardar contra a displicência, Ele me levou a avaliar o distanciamento de Pedro e sua posterior renovação. Era um homem que negou Cristo, ofendeu, dizendo aos acusadores, "Não O conheço".

O quê tinha acontecido? O quê havia levado Pedro até aquele ponto? Foi o orgulho, resultado da jactância da autojustificação. O discípulo havia dito a si mesmo e aos outros, "O meu amor por Jesus jamais esfriará. Cheguei a um ponto na fé em que não preciso admoestação. Os outros podem se afastar, mas eu morro pelo Senhor".

Mas Pedro foi o primeiro entre os discípulos a desistir de lutar. Ele deixou o chamado e voltou à antiga profissão, dizendo aos outros, "Vou pescar". O quê ele realmente estava dizendo era: "Eu não agüento. Achei que não fosse fracassar, mas ninguém jamais fracassou com Deus mais do que eu. Simplesmente não dá mais pra eu enfrentar a luta".

À essa altura, Pedro havia se arrependido da negação de Jesus. E havia sido restaurado no amor do Senhor, quando Cristo apareceu aos seguidores em uma sala fechada, e "soprou" sobre todos eles para receberem o Espírito Santo. Pedro foi perdoado, curado de seu distanciamento e sobre ele veio o sopro do Espírito. Mas por dentro ele ainda se corroia.

Ora, enquanto Jesus esperava que os discípulos voltassem à praia, uma questão permanecia não resolvida na vida de Pedro. Não era suficiente ser restaurado, assegurar-se da salvação. Não era suficiente jejuar e orar, como todo crente consagrado faria. Não, o ponto que Cristo queria focalizar na vida de Pedro era o descuido e a falta de aplicação em outra forma. Eu explico.

Sentados na praia em torno do fogo, comendo e em comunhão, Jesus pergunta a Pedro três vezes: "Você me ama mais do que esses outros?". A cada vez Pedro responde, "Sim, Senhor, Tu sabes que O amo", e Cristo por Sua vez diz, "Apascenta as Minhas ovelhas". Note que Jesus, dessa vez, não o lembra para vigiar e orar, ou ser zeloso na leitura da palavra de Deus. Cristo presume que tais coisas já haviam sido ensinadas. Não, a instrução que dá a Pedro agora é, "Apascenta as Minhas ovelhas".

Eu creio que nessa frase simples, Jesus estava instruindo Pedro sobre como se guardar contra o descuido e o desleixo. Ele estava dizendo basicamente: "Quero que você esqueça o seu fracasso, esqueça que se desviou. Você voltou a Mim agora, e lhe perdoei e restaurei. Então está na hora de você parar de se concentrar em suas dúvidas, falhas e problemas. E a maneira para se fazer isso é não ser displicente com o Meu povo, e ministrar às suas necessidades. Assim como o Pai Me enviou, eu o envio".

O fato é que, posso me dar inteiro à oração, ser um ávido estudioso da Bíblia, trazer o corpo em sujeição, evitar a aparência do mal, jejuar muito e amar a Cristo com paixão. Contudo mesmo fazendo essas coisas, ainda é possível eu negligenciar a grande salvação que me é dada. Como? Me fechando à necessidade humana. Se eu fizer todas essas coisas e ainda permanecer desinteressado quanto aos perdidos e necessitados, ou se ignorar os que sofrem dentro do corpo de Cristo, me tornei como o caranguejo eremita, me concentrando só em minhas próprias necessidades e segurança.

Tristes, alguns pastores muitas vezes me dizem, "Agora não consigo mais achar cooperadores ou voluntários para nada. Depois da igreja, as pessoas correm para o carro, e nunca param se oferecendo para ajudar em algum dos ministérios". Que quadro triste o desta igreja: cheia de pessoas antes fortes espiritualmente, agora fracas, que tomaram o caminho do caranguejo eremita.

O livro de Atos oferece uma ilustração do chamamento para que nos concentremos nas necessidades dos outros, ao invés de em nós mesmos. Após o derramamento (do Espírito) no Pentecostes, "perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações" (Atos 2:42). Era bom que os apóstolos estivessem ajudando os outros a permanecerem na palavra e na oração.

Então Pedro e João subiram "ao templo" para orar, onde viram um coxo que lhes pediu esmolas. Fica claro que os discípulos tinham visto esse homem antes, pois já haviam estado no templo em outras ocasiões, e ele era visto lá esmolando sempre.

Dessa vez Pedro viu o mendigo à vista das palavras que Jesus lhe havia dito: "Apascenta as minhas ovelhas". E o discípulo respondeu. As escrituras dizem que "fitando-o" (3:4), dessa vez Pedro não negligenciou o seu chamado. Ele decidiu, "Tenho de fazer algo", e começou tomando as mãos do homem e levantando-o. Você conhece o resto da história: o coxo acabou dando saltos e louvando a Deus, totalmente curado.

Com freqüência os nossos olhos são como os daquela rara espécie de animal que mencionei acima: eles parecem funcionar mas na verdade "não enxergam". E a verdade é a seguinte: há necessidades que Jesus gostaria que atendêssemos e que estão sempre diante de nós. Só precisamos de olhos espirituais para vê-las.

Se você é persistente na oração e na palavra de Deus, isso prosperará a sua alma. Mas agora é hora de também pedir ao Espírito Santo que abra os seus olhos às necessidades dos que estão à soleira da sua porta. Ele será fiel para lhe guiar à oportunidades para ministrar, para lhe mostrar uma necessidade diante da qual você passou muitas vezes mas nunca "enxergou" antes. Se você responder à essa orientação, jamais será levado a se distanciar.
Esta é a salvaguarda, o muro de proteção: "apascenta as Minhas ovelhas".

Fonte: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts060320.html

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